A diarista Flávia Soares Marques, de 26 anos, que estava desaparecida desde o último sábado (27/6), foi encontrada morta nesta quinta-feira (2/7) em uma área de difícil acesso na cidade de Inhapim, no Vale do Rio Doce. A descoberta encerra cinco dias de buscas e aumenta a suspeita da família de que a jovem tenha sido vítima de feminicídio. O principal alvo das desconfianças dos parentes é o ex-companheiro da diarista, com quem ela manteve um relacionamento marcado por agressões e ameaças, segundo relatos de Fernanda Soares, irmã da vítima.

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Em conversa com O TEMPO, a familiar contou que Flávia esteve na casa dos pais na sexta-feira (26/6) e retornou para casa no sábado, chegando por volta das 18h. Na mesma noite, a diarista saiu para participar de um forró em Inhapim e manteve contato com a família durante o trajeto. 

A última mensagem enviada por ela informava que havia chegado em casa. Depois disso, os familiares não conseguiram mais falar com Flávia. "O desaparecimento chamou nossa atenção porque ela sempre avisava onde estava e mantinha contato com a família", declarou Fernanda.

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A irmã da jovem contou que antes de sair para o evento, Flávia comentou que estava sem disposição para ir ao forró, mas decidiu participar mesmo assim. No domingo, o celular da jovem chegou a apresentar atividade no WhatsApp por volta das 14h, porém nenhuma mensagem foi visualizada.

Relacionamento era marcado por agressões

Fernanda afirmou que a irmã viveu por cerca de dez anos com o ex-companheiro, pai de suas duas filhas, de 3 e 8 anos. Segundo ela, durante o relacionamento, Flávia enfrentou episódios de agressões físicas e traições. Em janeiro deste ano, decidiu colocar fim ao casamento.

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Apesar de algumas tentativas de reconciliação, as agressões teriam continuado. "Na última vez que terminaram, ela foi ameaçada de morte. Ela não queria voltar justamente por causa das agressões", relatou.

Irmã diz que havia sinais de ameaça

A irmã contou que, após a separação, o homem chegou a ir até a casa da família e tentou levar as duas filhas à força, mas Flávia impediu.

Em outra ocasião, segundo Fernanda, o ex-companheiro foi até a residência para entregar dinheiro destinado às crianças. Nesse dia, Flávia percebeu que havia uma faca escondida debaixo do banco do passageiro do carro e perguntou para o quê ele estava portando o objeto cortante. O homem alegou que "estaria com medo e usava a faca para se proteger".

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Quem era Flávia Soares?

Ao lembrar da irmã, Fernanda descreveu Flávia como uma mulher dedicada ao trabalho e à família. "Ela era uma pessoa muito trabalhadora. De segunda a sexta estava trabalhando. Era alegre, sorridente, brincalhona, gostava de ajudar as pessoas e sempre foi muito ligada à família. Tudo o que ela fazia era pensando nas filhas", disse.

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A reportagem procurou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para mais informações sobre o caso e aguarda posicionamento da instituição policial.